terça-feira, 14 de agosto de 2012

REA L ente


Céu azul
Crianças a brincar 
Contra o vento lá do sul
E a incerteza do luar
A escuridão do dia
Se reflete em nostalgia
Em um universo paralelo
De um mendigo sem castelo
Marejar a natureza
Não é o fim, tens a certeza
Embora espere a riqueza
Com fome morre de tristeza
Solitário se entrevista
Rouba o medo sem conquista
Moralismo exacerbado
Em coração desvertebrado
Comunidade descrente
De gente contente
Nem as ondas do mar
Fazem o povo acreditar
Inteligências perdidas
Entre vias e matas
Cicatrizam as feridas
Dos colares de latas

Tiroteios de vida
Trazem luz ao alertar
Uma gente já vendida
Que não sabe o que é sonhar
Em quem confiar
No que pensar
Se nem sei meu lugar
Que Futuro esperar?
Viver pra morrer
Ou Morrer pra viver
Pagar para ver
Ou ver e não crer
Ouvir e sentir
Ou sentir e pedir
Gritar sem mentir
Me ajude, estou aqui!

Fé na mudança
Ela é uma criança
Que não entra na dança
E transborda esperança
Cheiremos o pó
Fumemos o nó
Vamos sair da Pior
E construir um mundo melhor.

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