sexta-feira, 12 de setembro de 2014

ODE AL QUESO

Queso
Es el sabor de tu beso

Combinado com todas las veces
Desde los más simples
Incluso los más fuertes

Todo el tiempo se puede tener
Ya sea en casa o en la calle
La voluntad de comer
Nunca deja de crescer

Hace que la sangre del corazón
Se convierta en vino tinto, que emoción!
Se acompaña la comida
Y agita el fuego de la vida

Queso
Es lo que siento cuando te beso
Y esto aumenta mi deseo

De

Lamer
Comer
Beber

Salarte
Besarte


Sentir
Vivir

Te amo.

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

VIDA!


Abro meus olhos
Estou vivo
Sob os travesseiros e edredons
Sinto o teu cheiro
Escuto os passáros cantarem
A te abençoar
A te saudar
Caminho sobre ti
A te admirar
E acreditar no teu andar
 Em contato com o vento
Sinto o rosto respirar
E posso me posicionar
Para contra o sol me perfumar
Do aroma das flores
Que insiste em me rodear
Sozinho em sua direção
Às vezes na contramão
Deparo-me com a chuva de verão
Que rega o meu sertão
E me faz recomeçar
E mais um passo a viajar
Nos mistérios do seu tempo
Que desafiam o meu eu
Que desconfia do teu breu
Da Lua não tão clara
E da estrela sempre rasa
Mas no outro dia
Claridade
É coisa da idade
Que cultiva a amizade
E amores no caminho
Sempre com a sua base lá no ninho
Cantando em frente ao mar
Sob a luz do seu olhar
O ciclo continua
A onda está sempre nua
Sei que hoje te possuo
Espero que por longos anos
Pois um dia perderei
Aquilo que tudo amei
E descansarei sem saber
Porque é que hesitei
Outras vezes chorei
A felicidade tão sonhada
A cada instante é provada
Por um pequeno momento
Que nos confunde tanto
E é esse o caminhar
Pelas terras e o ar
Sem saber onde chegar
E as esquinas que virar
Buscando sempre merecer
Batendo palmas ao crescer
Seguindo o seu dizer

E amando o seu viver!

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

VOAR

É sentir a hora de sair do chão
É se questionar se vale a pena o avião
É escolher dizer sim ao não
É enfrentar o sonho, com emoção

É acordar sem tirar o roupão
É viver cada segundo com certa alienação
É desbravar horizontes só com uma mão
É decidir o que carece de decisão

É ir sem cinto para a arrebentação
É caminhar sem pressa pelo quarteirão
É ser você em qualquer multidão
É depois fazer a sua reflexão

É não ligar para o arranhão
É prescindir de qualquer aprovação
É gritar de euforia no balão
É se permitir correr como um tufão

É sempre achar que está com a razão
É errar e não pedir perdão
É ter cuidado para não se trair pela solidão
É descobrir os limites do coração

É achar paz ao lado de um tubarão
É ocupar o espaço sem dimensão
É rir e chorar, mesmo sem um tostão
É cantar a vida em um só refrão

É se autodescobrir sem seu irmão
É driblar os medos no verão
É curtir o tomorrow com empolgação
É, no frio, sair, sem pena do colchão

É tomar um porre sem escutar lição
É beber um chopp na pressão
É desligar o celular a cada nova missão
É se conectar para contar a peregrinação

É acompanhar o som do gavião
É tocar pandeiro na estação
É sintetizar a felicidade em um cartão
É aguardar, pois os amigos o receberão

É não estar por cima da civilização
É não se confundir pela contradição
É ter adrenalina sem sair do chão
É ultrapassar as estrelas da constelação

É ser feliz sem explicação
É espremer a saudade em uma bola de sabão
É odiar o vento de outra direção

É amar saber que nada disso é ilusão.

domingo, 18 de agosto de 2013

PRAIANA

O mar

Que traz as lembranças

E Leva as esperanças

Para um outro lugar

Sem identificar

Sob o nosso olhar

A corrente virar


No ar único do seu habitar
Solitário sinto-me com o par
Embora tenha a areia para me confortar
É com o meu cúmplice o meu conversar
Que em silêncio me faz aumentar
A sabedoria para viver e pular

Ê mar
Que permite imergirem em seu caminhar
Ou que se visite o seu refrescar
Ainda que com sol ou luar
Há braços para nos resgatar
Assim como piratas a nos sabotar
Por isso a cautela ao se entregar

É aconselhável rezar
Para se aventurar sem se afogar
Entre toda maré que quebrar
Pelas ondas de fé ao remar
Dê-me licença, vou mergulhar
Todo o naufrágio irei superar

Voar
Sempre que o sal penetrar
E os ventos comigo cantar
Fazendo-me sorrir ou chorar
Instigando-me a repensar
Os motivos que me levam a estar
Por perto do seu anunciar

O seu arrebentar
Traz paz para eu me retirar
E o meu coração se enche ao inspirar
Sentimentos que não vão se calar
Pois no pouco tempo que visito seu lar
A mesma lição eu aprendo a cultivar:

A MAR


Amanhã Voltarei para o Mar
Que traz as lembranças...

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Chance Perdida

No silêncio da noite
Perdia-me no seu olhar
Que me pedia para ficar
Apesar de eu não reparar
Desdenhei e apanhei
Substimei-me e não acreditei

Estava alheio
Sem esperança
Admirando-te calado
Fingindo olhar para o outro lado
E você, nem aí..
Só me evitava
E só perguntava o que eu achava
Quando outra mulher passava

Quando me encostava a cintura
Era um teste ou uma tortura?
Ou eu fui tolo demais
Ou você foi muito pra trás?

O fato é que eu senti
Sua presença bem ali
Chamando-me de covarde
Por isso percebi bem tarde

A cegueira me atingiu
Teu rosto veio, mas sumiu

Eu não sei se te perdi
Hoje choro ao invés de rir

Se é a coisa certa
Só o tempo irá dizer
Eu gostaria de ficar
Bem pertinho de você

Numa outra ocasião
Pode vir um furacão
Que pegarei a sua mão
E olharei seu coração
Atentando a sua visão
Ao som de uma linda canção!

domingo, 14 de julho de 2013

DESABAFO

Agonia, impaciência, demência.
O que fazer quando não há clemência?
Parar, pensar, rodar.
Olhar para o lado e não ter ninguém pra ajudar
Aconselhar
Consolar
Orientar
Estimular

Não que isso seja preciso
Mas ameniza a falta de sorriso
Os pensamentos não se encontram
As horas não passam
Os neurônios divergem
Enquanto as olheiras crescem
E as idéias padecem
De palavras que enlouquecem

Os sentidos não são sentidos
A visão fala
A audição cheira
E olfato ouve
Nem o tato percebe o sabor
O sabor inexistente no indagar
As frases não conseguem se conectar
A cabeça está pesada ao rodar
Não há forças para gritar
Para continuar
Para pensar
Para digitar

Preciso parar


Estou muito cansado!

domingo, 17 de março de 2013

ROTINA


Fim de tarde
Na Janela
Apreciando a casa dela

Da varanda
Dá pra ver
Toda a sua vontade de viver

Na chegada
Liga a TV
E prepara alguma coisa pra comer

Toma um banho
Pra refrescar
A fim de curtir a noite só em seu sofá


E ao escurecer
A luz me falta
E eu não consigo ver
E ao anoitecer
O seu sorriso
Ilumina o meu querer


De madrugada
Ela pelada
Se preparando pra dormir

De camisola
Apaga a luz
Não sem antes comer o seu bom cuscuz

Como posso
Não lhe espiar
Fico louco só de imaginar

Ir deitar
Sem confirmar
Se a minha deusa já conseguiu repousar


E ao Alvorecer
Seu despertar me faz
Sentir uma emoção
E ao amanhacer
O sol que nasce
Traz consigo uma canção


Quando acorda
Precisa ver
Se tem muitas pendências pra resolver

Arruma tudo
Para o café
Não gosta de bagunça pois é uma mulher

Pega o jornal
Para poder
Ler tudo o que ela precisa saber

Após a ducha
Pronta está
Pra mais um dia de luta fora do lar


E ao perceber
Que eu estou mirando
No fundo do seu olhar
E ao me reconhecer
Vem me dar um beijo
E me fazer ninar

...
  
E ao observar
Constato o quão linda
O meu amor está
E ao se declarar
Faz-me feliz
Como ninguém pode imaginar

E ao se despedir
Juro que não
Vou sair nunca daqui
E ao me permitir
Digo que a amo muito
Sem mentir