quarta-feira, 20 de junho de 2012

Para uma Princesa!


Frágil como ferro
Adaptou-se à solidão
Silencia com seu berro
Tentativas de invasão

Doce como limão
Fica salgada no verão
Com sua fria emoção
Transpira quente uma canção

Confusão

Calma como uma leoa
Às vezes erra, outras perdoa
Com seu ar de inocente
Metralha forte toda a gente

A bala a faz crescer
O prazer é violento
Mulher, sabe viver
Flutuando com o vento

Giz

Sozinha não, nem por um triz
Sua sina é ser feliz
A dúvida sempre te consome
Princesa, és o seu nome

Insaciável como o mar
Pensamentos ao luar
Encanto angelical
Esquecer-se é normal

Mal

Pétala machucada
Procurando o seu porquê
Flor pouco regada
Escondida em um buquê

Abatida pelo sol
Lida com o desafio
Com russo, grego ou espanhol
Um dia foge pelo rio

Sentimento

O Tempo é seu alimento
Quer ser feliz por um momento
Brilhando com sua torcida
Vislumbra a vida colorida

Aberta pro amor 
Inspira alguma alegria
Fechada em sua dor
Expira sua biografia

Ar

Morrendo pra se libertar
Não sabe em quem acreditar
A mágica com o não
Traz o Sim pro coração

Perdida em seu castelo
Com seu perfume tão singelo
Em tentativas de voar
No futuro há de encontrar

Paz

Sejas Bem-vinda
A noite está Linda
Aqui tudo se finda
Segure minha mão e brinda
 
Doloso é o seu beijo
Com um gostinho bom de queijo
Satisfez o meu desejo
Apaixonei-me pelo que vejo

Céu

Visualizo meu defeito
Sim, eu sei, não sou perfeito
Estrelas dizem para mim
Siga em frente, em latim

Bambeando pelo mato
Pareço, mas não sou um rato
Teu cheiro me encantou
Enfim você me encontrou

Querubim

Desculpe-me a demora
Cheguei para ficar
Agora é hora de ir embora
Viver e não mais sonhar

Esta é a realidade
A luz ofuscou o breu
Cantaremos a Felicidade
Prazer, eu sou o seu

Príncipe

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Um pouco de mim..


Autodescrição e autodefinição não me descrevem, tampouco me definem. Minha objetividade é muito limitada. Sou múltiplo. Multilateralidade é o que me move. O ser humano é inexprimível.  Rejeito verdades absolutas. Elas são inexistentes! Pondero e filtro tudo o que me é “imposto”. A informação moderna me espanta por sua liquidez, por sua pretensão e por sua superficialidade. Interesses.. O politicamente correto limita minha liberdade. Protocolos somente quando necessário.  Fujo da manipulação. A internet livre auxilia minha formação. Novas tecnologias são bem vindas. Meu senso crítico me permite selecionar o que leio, o que escuto, o que faço, pra onde vou e, visualizar o porquê de tudo. Sou um pouco cético em relação à vida. O bom humor é meu companheiro. Bem relacionado, sou insaciável por arte, embriago-me de espetáculos, exposições e shows. Gosto de produzir, porém a necessidade de êxito em curto prazo me bloqueia. O tempo é escasso. Vivo o Direito, passeio por linguagens; aprecio a interação humana, o mundo. Atuo em minha passagem, canto meus momentos. Experiência se constrói vivendo. Independente, sinto-me plenamente capaz de tomar decisões e encarar novos desafios. A música é o meu refúgio. Antenado e perceptivo, não pré-julgo. Respeito às diversidades, à medida que elas respeitem o meu espaço e minhas convicções. Creio no desconhecido. Extrovertido, fechado; brincalhão, sério; responsável, inocente; prestativo, preguiçoso; Adéquo-me às minhas escolhas; insiro-me nos contextos. A recíproca é falsa. Evito o contrário. Organização é fundamental e imprescindível para se viver. Bom senso e sensibilidade norteiam minhas ações. Monopolizador, prezo pela competência, entrega e inteligência. Admiro o culto. A mesma falha, jamais. Vulto. Pela noite, eu me encontro. O dia me cansa. O barulho normativo e estereotipado me enjoa. Particularidade me encanta. Não abro mão do conforto, apesar da desigualdade me desconfortar. Perco minha voz, minha ação não é suficiente. Pouco engajado, preocupo-me com meu país. Vivenciarei sua decadência, ou não. Posso fugir, ou não. Percebo a utopia. O passado está presente. O futuro não me desperta. Eu vivo hoje. Não quero metas, planos, análises. Quero resolução dos problemas. Quero menos discurso. Quero mais atitude, mais ousadia. Quero renovação, quero limpeza. Quero transparência, quero opções. Não quero o perfeito. Não quero mentiras, não quero roubo. Não quero demagogia, não quero hipocrisia, não quero farsa. Não quero esquemas, não quero passividade, não quero alienação. Atividade. Envolvimento. Cobrança. É o que falta. A acomodação é o mal da sociedade. Não por sua culpa. Se não possuo o que me é de direito, não cumprirei minhas obrigações. É minha visão. A literatura interpretativa é ausente na grande massa. Desrespeito. Descaso.  Não quero ver ninguém sofrendo. O justo é relativo. Tudo sempre depende do referencial. A oportunidade deve ser universal. A Dignidade também. A simplicidade também é sofisticação. O menos é mais. Embora o complexo me atice. Educação, cultura, lazer, saúde. A filosofia da vida é obscura. O mundo das idéias não vê a realidade como a saída da caverna. A disparidade choca. Falta base. Minha família me alicerça. Ela me construiu, me transferiu valores. Me fez constituir uma identidade. Sou número pra uns, ser humano pra outros. Falar na minha condição é fácil, outros, infelizmente, não conseguem ou não podem. Não me culpo. Não posso me culpar. E nem devo. O detalhe faz a diferença. A imaginação e a criatividade são a catarse de um monotonismo social. Amizade é tudo na vida. A solidão é perigosa, porém necessária. A reflexão é diária. A cada dia, a cada hora, a cada minuto, a cada segundo. Poesia. Tudo muda. Temos de nos acostumar. Careço de uma ideologia. Minha psique busca a felicidade e concretização dos meus projetos e ambições. O resto é o resto... Esse não sou eu. Esta é minha face atual, pela qual eu me vi neste momento. Estou propenso à mudança, à metamorfose. Estou vulnerável ao meu subjetivismo, bastante presente nessa dissertação objetiva que me propus a fazer. Só sei que nada sei. A única certeza da vida é a morte.