Autodescrição
e autodefinição não me descrevem, tampouco me definem. Minha objetividade é
muito limitada. Sou múltiplo. Multilateralidade é o que me move. O ser humano é
inexprimível. Rejeito verdades
absolutas. Elas são inexistentes! Pondero e filtro tudo o que me é “imposto”. A
informação moderna me espanta por sua liquidez, por sua pretensão e por sua
superficialidade. Interesses.. O politicamente correto limita minha liberdade.
Protocolos somente quando necessário.
Fujo da manipulação. A internet livre auxilia minha formação. Novas
tecnologias são bem vindas. Meu senso crítico me permite selecionar o que leio,
o que escuto, o que faço, pra onde vou e, visualizar o porquê de tudo. Sou um
pouco cético em relação à vida. O bom humor é meu companheiro. Bem relacionado,
sou insaciável por arte, embriago-me de espetáculos, exposições e shows. Gosto
de produzir, porém a necessidade de êxito em curto prazo me bloqueia. O tempo é
escasso. Vivo o Direito, passeio por linguagens; aprecio a interação humana, o
mundo. Atuo em minha passagem, canto meus momentos. Experiência se constrói
vivendo. Independente, sinto-me plenamente capaz de tomar decisões e encarar
novos desafios. A música é o meu refúgio. Antenado e perceptivo, não pré-julgo.
Respeito às diversidades, à medida que elas respeitem o meu espaço e minhas
convicções. Creio no desconhecido. Extrovertido, fechado; brincalhão, sério;
responsável, inocente; prestativo, preguiçoso; Adéquo-me às minhas escolhas;
insiro-me nos contextos. A recíproca é falsa. Evito o contrário. Organização é
fundamental e imprescindível para se viver. Bom senso e sensibilidade norteiam
minhas ações. Monopolizador, prezo pela competência, entrega e inteligência.
Admiro o culto. A mesma falha, jamais. Vulto. Pela noite, eu me encontro. O dia
me cansa. O barulho normativo e estereotipado me enjoa. Particularidade me
encanta. Não abro mão do conforto, apesar da desigualdade me desconfortar.
Perco minha voz, minha ação não é suficiente. Pouco engajado, preocupo-me com meu
país. Vivenciarei sua decadência, ou não. Posso fugir, ou não. Percebo a
utopia. O passado está presente. O futuro não me desperta. Eu vivo hoje. Não
quero metas, planos, análises. Quero resolução dos problemas. Quero menos
discurso. Quero mais atitude, mais ousadia. Quero renovação, quero limpeza.
Quero transparência, quero opções. Não quero o perfeito. Não quero mentiras,
não quero roubo. Não quero demagogia, não quero hipocrisia, não quero farsa.
Não quero esquemas, não quero passividade, não quero alienação. Atividade.
Envolvimento. Cobrança. É o que falta. A acomodação é o mal da sociedade. Não
por sua culpa. Se não possuo o que me é de direito, não cumprirei minhas
obrigações. É minha visão. A literatura interpretativa é ausente na grande
massa. Desrespeito. Descaso. Não quero
ver ninguém sofrendo. O justo é relativo. Tudo sempre depende do referencial. A
oportunidade deve ser universal. A Dignidade também. A simplicidade também é
sofisticação. O menos é mais. Embora o complexo me atice. Educação, cultura,
lazer, saúde. A filosofia da vida é obscura. O mundo das idéias não vê a
realidade como a saída da caverna. A disparidade choca. Falta base. Minha
família me alicerça. Ela me construiu, me transferiu valores. Me fez constituir
uma identidade. Sou número pra uns, ser humano pra outros. Falar na minha
condição é fácil, outros, infelizmente, não conseguem ou não podem. Não me
culpo. Não posso me culpar. E nem devo. O detalhe faz a diferença. A imaginação
e a criatividade são a catarse de um monotonismo social. Amizade é tudo na
vida. A solidão é perigosa, porém necessária. A reflexão é diária. A cada dia,
a cada hora, a cada minuto, a cada segundo. Poesia. Tudo muda. Temos de nos
acostumar. Careço de uma ideologia. Minha psique busca a felicidade e concretização
dos meus projetos e ambições. O resto é o resto... Esse não sou eu. Esta é
minha face atual, pela qual eu me vi neste momento. Estou propenso à mudança, à
metamorfose. Estou vulnerável ao meu subjetivismo, bastante presente nessa
dissertação objetiva que me propus a fazer. Só sei que nada sei. A única
certeza da vida é a morte.