domingo, 18 de agosto de 2013

PRAIANA

O mar

Que traz as lembranças

E Leva as esperanças

Para um outro lugar

Sem identificar

Sob o nosso olhar

A corrente virar


No ar único do seu habitar
Solitário sinto-me com o par
Embora tenha a areia para me confortar
É com o meu cúmplice o meu conversar
Que em silêncio me faz aumentar
A sabedoria para viver e pular

Ê mar
Que permite imergirem em seu caminhar
Ou que se visite o seu refrescar
Ainda que com sol ou luar
Há braços para nos resgatar
Assim como piratas a nos sabotar
Por isso a cautela ao se entregar

É aconselhável rezar
Para se aventurar sem se afogar
Entre toda maré que quebrar
Pelas ondas de fé ao remar
Dê-me licença, vou mergulhar
Todo o naufrágio irei superar

Voar
Sempre que o sal penetrar
E os ventos comigo cantar
Fazendo-me sorrir ou chorar
Instigando-me a repensar
Os motivos que me levam a estar
Por perto do seu anunciar

O seu arrebentar
Traz paz para eu me retirar
E o meu coração se enche ao inspirar
Sentimentos que não vão se calar
Pois no pouco tempo que visito seu lar
A mesma lição eu aprendo a cultivar:

A MAR


Amanhã Voltarei para o Mar
Que traz as lembranças...

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Chance Perdida

No silêncio da noite
Perdia-me no seu olhar
Que me pedia para ficar
Apesar de eu não reparar
Desdenhei e apanhei
Substimei-me e não acreditei

Estava alheio
Sem esperança
Admirando-te calado
Fingindo olhar para o outro lado
E você, nem aí..
Só me evitava
E só perguntava o que eu achava
Quando outra mulher passava

Quando me encostava a cintura
Era um teste ou uma tortura?
Ou eu fui tolo demais
Ou você foi muito pra trás?

O fato é que eu senti
Sua presença bem ali
Chamando-me de covarde
Por isso percebi bem tarde

A cegueira me atingiu
Teu rosto veio, mas sumiu

Eu não sei se te perdi
Hoje choro ao invés de rir

Se é a coisa certa
Só o tempo irá dizer
Eu gostaria de ficar
Bem pertinho de você

Numa outra ocasião
Pode vir um furacão
Que pegarei a sua mão
E olharei seu coração
Atentando a sua visão
Ao som de uma linda canção!

domingo, 14 de julho de 2013

DESABAFO

Agonia, impaciência, demência.
O que fazer quando não há clemência?
Parar, pensar, rodar.
Olhar para o lado e não ter ninguém pra ajudar
Aconselhar
Consolar
Orientar
Estimular

Não que isso seja preciso
Mas ameniza a falta de sorriso
Os pensamentos não se encontram
As horas não passam
Os neurônios divergem
Enquanto as olheiras crescem
E as idéias padecem
De palavras que enlouquecem

Os sentidos não são sentidos
A visão fala
A audição cheira
E olfato ouve
Nem o tato percebe o sabor
O sabor inexistente no indagar
As frases não conseguem se conectar
A cabeça está pesada ao rodar
Não há forças para gritar
Para continuar
Para pensar
Para digitar

Preciso parar


Estou muito cansado!

domingo, 17 de março de 2013

ROTINA


Fim de tarde
Na Janela
Apreciando a casa dela

Da varanda
Dá pra ver
Toda a sua vontade de viver

Na chegada
Liga a TV
E prepara alguma coisa pra comer

Toma um banho
Pra refrescar
A fim de curtir a noite só em seu sofá


E ao escurecer
A luz me falta
E eu não consigo ver
E ao anoitecer
O seu sorriso
Ilumina o meu querer


De madrugada
Ela pelada
Se preparando pra dormir

De camisola
Apaga a luz
Não sem antes comer o seu bom cuscuz

Como posso
Não lhe espiar
Fico louco só de imaginar

Ir deitar
Sem confirmar
Se a minha deusa já conseguiu repousar


E ao Alvorecer
Seu despertar me faz
Sentir uma emoção
E ao amanhacer
O sol que nasce
Traz consigo uma canção


Quando acorda
Precisa ver
Se tem muitas pendências pra resolver

Arruma tudo
Para o café
Não gosta de bagunça pois é uma mulher

Pega o jornal
Para poder
Ler tudo o que ela precisa saber

Após a ducha
Pronta está
Pra mais um dia de luta fora do lar


E ao perceber
Que eu estou mirando
No fundo do seu olhar
E ao me reconhecer
Vem me dar um beijo
E me fazer ninar

...
  
E ao observar
Constato o quão linda
O meu amor está
E ao se declarar
Faz-me feliz
Como ninguém pode imaginar

E ao se despedir
Juro que não
Vou sair nunca daqui
E ao me permitir
Digo que a amo muito
Sem mentir

sábado, 16 de março de 2013

OBSESSÃO



Pois
Quando tudo se vai por um instante
Nem quero saber mais do restante
Tampouco das fotos da estante
De nós dois

Todo o vivido se cessou
Então me diga como é que eu vou
Seguir em frente sem a gente
E conseguir ficar contente

Meu mundo prescindirá de graça
Ao perceber que você não passa
Busco forças pra seguir
Porém sem destino e onde ir

Nosso caso não prosperou
Onde guardarei minha imensa dor
Infelizmente o nosso amor 
Acabou


                                       
                                                    
Cante este refrão                                           
Do fundo do seu coração                                  
Deixa a vergonha de lado e assuma               
O que representa o seu passado                   
                                                                      | CHORUS                        
Atenção a autopressão                                 
Tente não perder a razão                              
O futuro lhe salvará, meu irmão                   
E lhe trará uma nova paixão                         
                                                   



O mundo gira e a gente aprende
A controlar o que a gente sente 
Com a perda ir aprendendo
Perdoando e crescendo

Porém com sua presença sonharei
Se farás o mesmo eu já não sei
O tempo faz murchar as flores
Mas não consegue secar amores

Quando pensastes no seu fim
Sei que se lembrastes de mim
Pois eu pra você não fui ruim
Tanto que você disse sim

Agora é a sua vida que já parte
Podes ficar bem à vontade
Você é uma obra de arte
Que merece um belo estandarte

Jamais viverei nada igual
Desconhecerei o exponencial
E o nosso amor será imortal
Até o meu final


[ CHORUS ]